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Calendário Acadêmico será modificado após fim da paralisação na UFPE, ocorrida na última sexta-feira (18/11)

Fonte: Imprensa UFPE

21/11/2016



Em reunião extraordinária do Conselho Universitário da UFPE na semana passada (18/11), no Departamento de Energia Nuclear, no Campus Recife, a Reitoria garantiu que as modificações necessárias no calendário acadêmico serão feitas após o fim das ocupações nos prédios e da paralisação dos docentes. “O calendário acadêmico vai ser mantido. Ao final da greve, haverá um ajuste, considerando o tempo de paralisação, não havendo prejuízo para os estudantes. Dessa forma, o ano letivo de 2017 não terá início no dia 20 de fevereiro, como estava previsto”, esclareceu a vice-reitora Florisbela Campos.

Na reunião, também foi ratificado o compromisso de que não haverá retaliação aos estudantes por conta das ocupações que aconteciam em 11 prédios da Universidade. Os alunos não levarão falta e não ocorrerá corte no ponto dos servidores em greve. Estes dois pontos fizeram parte do termo de acordo extrajudicial assinado no Tribunal Regional Federal da 5ª Região, que definiu a saída dos estudantes da Faculdade de Direito para a sexta-feira.

 A realização da reunião do Conselho também fez parte do termo de acordo.A desocupação do prédio da FDR pelos estudantes começou às 17h, sendo, em seguida, iniciada uma vistoria no prédio histórico da Faculdade, com a participação da direção e de professores do centro, da comissão de negociação da Reitoria, da Defensoria Pública da União, do Ministério Público Federal, da Procuradoria Regional Federal junto à UFPE e de advogados dos estudantes que ocuparam o prédio. Segundo a comissão da Reitoria, nenhum problema foi encontrado durante a vistoria. Ao final, foi assinado um termo de entrega do prédio.A sessão do Conselho Universitário contou com a participação dos conselheiros e representantes do Sindicato dos Trabalhadores da UFPE (Sintufepe) e da Associação dos Docentes da UFPE (Adufepe), além de dois estudantes de cada um dos 12 centros acadêmicos, no Recife, em Vitória de Santo Antão e Caruaru. Participaram ainda representantes do Ministério Público Federal e da Defensoria Pública da União.

O repúdio ao Projeto de Emenda à Constituição 55 (PEC 55), antiga PEC 241, que tramita no Senado e limita o teto dos gastos públicos por 20 anos, foi o principal ponto da pauta dos estudantes, que também apresentaram reivindicações locais referentes ao calendário acadêmico, ao direito de greve e à assistência estudantil, entre outras. Os sindicatos defenderam a pauta dos estudantes e a necessidade de uma greve geral, além de elogiarem o protagonismo do movimento estudantil na luta contra a PEC 55. O reitor Anísio Brasileiro, que presidiu a reunião, destacou que a luta contra a aprovação da PEC 55 representava o pensamento comum entre os presentes à reunião. “Temos convicção dos efeitos negativos que ela pode trazer para as universidades públicas”, afirmou.

O Conselho Universitário aprovou duas notas sobre a greve dos servidores e a PEC 55. O reitor Anísio Brasileiro viu com satisfação o clima de diálogo entre todas as categorias presentes à sessão.





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